segunda-feira, 20 de maio de 2019

Śrī Nṛsiṃha Caturdaśī - Matador de Demônios

Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à Śrī Mahādeva!
Todas as Glórias à Śrī Bhagavan!
Todas as Glórias à Śrī Śakti Devī!
Todas as Glórias à Śrī Prahlāda Mahārāja!
Todas as Glórias à Śrī Śrī Nṛsiṁhadeva!


नृसिंह अभयमन्त्र
nṛsiṁha abhayamantra 
Invocação da superação do medo (abhaya) de Prahlāda à Śrī Nṛsiṃha, presente no Śrīmad Bhāgavatam (Canto V, 18.8)

ॐ नमो भगवते नरसिंहाय
नमस् तेजस्-तेजसे ऽविराविर्भव
वज्रनख वज्रदंष्ट्र कर्माशयान्
रन्धय रन्धय तमो ग्रस ग्रस ॐ स्वाहा ।
अभयम् अभयम् आत्मनि भूयिष्ठा ॐ क्ष्रौम् ॥

auṃ namo bhagavate narasiṁhāya
namas tejas-tejase’vir-āvirbhava
vajranakha vajradaṁṣṭra karmāśayān
randhaya randhaya tamo grasa grasa auṃ svāhā.
abhayam abhayam ātmani bhūyiṣṭhā auṃ kṣraum.

“Ofereço minhas humildes reverências ao Senhor Nṛsiṃha, a fonte de todo o poder. Ao Senhor que possui garras e presas que são como raios, peço humildemente que derrote nossos desejos demoníacos por atividades fruitivas neste mundo material. Peço humildemente que surja em nossos corações e varra a ignorância para que, através de Vossa misericórdia, possamos transcender o medo na luta pela existência neste mundo material.”

Neste mês de maio, no Templo Polimata, celebraremos a grandiosa Nṛsiṃha Caturdaśī em nossos Satsaṅgas em nossos Templos em Boituva, Mairiporã, Campinas e Jundiaí. Trata-se do advento (aparecimento) de Śrī Bhagavan Nārasiṃha, o venerável protetor dos devotos, o grande matador de demônios.
Śrī Nṛsiṃha (onde nṛ/nāra = homem; siṃha = leão, em sânscrito), é a quarta encarnação de Śrī Viṣṇu, e personifica a Ira Divina. É conhecido como o grande protetor dos devotos de coração puro dentro do caminho transcendental vaiṣṇava.

Sua manifestação se deu a partir do desequilíbrio cósmico causado pelo rei-demônio Hiraṇyakaśipu (hiraṇya = feito de ouro, dourado; kaśipu = assento), um ser provido de enorme ganância e insaciável anseio pelos prazeres mundanos, que se tornou incrivelmente poderoso a partir de grandes austeridades meditativas realizadas à Śrī Brahmā.
Seu irmão mais velho, o demônio Hiraṇayakṣa (“aquele que tem os olhos dourados”) já havia realizado o mesmo processo anteriormente, adquirindo poderes que permitiram-no conquistar o céu e aterrorizar a Mãe Terra. Assim, Hiraṇayakṣa teve de ser aniquilado por Śrī Vārāha, o javali - a terceira encarnação de Śrī Viṣṇu.
Quando Hiraṇyakaśipu parte para iniciar seu processo de austeridades à Śrī Brahmā, sua esposa, Kayādu, é raptada pelo Senhor Indra, o Senhor da Tempestade, rei dos céus e inimigo dos asuras, raça de Hiraṇyakaśipu. Nārada Muni, famoso sábio do Sanātanadharma, então intervém e acolhe moça, que gerava um filho em seu ventre.
Enquanto cuidava de Kayādu, Nārada cantava constantemente o Santo Nome de Śrī Viṣṇu, como de costume. Percebeu então que a criança, ainda em gestação, respondia ao processo devocional (bhakti) por ele praticado. Estava ali plantada uma semente, no coração do bebê Prahlāda (cujo nome pode ser livremente traduzido do sânscrito como alegria, felicidade).
Neste meio tempo, Hiraṇyakaśipu concluiu suas austeridades e recebeu a visita de Śrī Brahmā, que lhe oferece uma bênção sob a forma de um desejo.
De princípio, pede à Śrī Brahmā o dom da imortalidade. Porém, uma vez que o próprio Senhor Brahmā não é imortal, o mesmo não poderia conceder tal pedido.
Assim, com o objetivo de alcançar virtualmente a imortalidade, o asurasolicitou uma série de particularidades para proteger-se, não podendo ser morto por nenhuma entidade criada por Śrī Brahmā ou pelas mãos de nenhum demônio, semideus ou animal, nem de dia, nem à noite, nem dentro, nem fora de nenhuma residência, não podendo estar no chão, nem no ar, ou virado face a nenhuma das quatro direções, por nenhuma arma de metal ou por efeito de nenhum tipo de veneno.
Assim, Hiraṇyakaśipu conquistou os três planos: bhū (o plano físico), bhuvāḥ(o plano astral) e svaḥ (o plano celestial), subvertendo a ordem natural, autoproclamando-se supremo e exigindo devoção por parte de todas as entidades.
Na contramão de todo o caos instaurado pelo asura, o jovem Prahlāda se encontra no processo transcendental junto à Śrī Viṣṇu, negando devoção ao pai-demônio. Tal ato provoca a ira de Hiraṇyakaśipu, que decide ceifar a vida de seu filho. Em diversas oportunidades, ordena atentados contra a criança santa que, entoando o nome de Śrī Nārayaṇa, era agraciada com uma bênção que o livrava do perigo, como, por exemplo, sob o estouro de uma manada de elefantes, à beira de um penhasco, em alto mar ou numa grande pira incandescente.
Consternado com o insucesso das várias investidas, Hiraṇyakaśipu decide por assassinar a criança ele mesmo. Numa tentativa de intimidar Prahlāda, o asura exibe diversas armas místicas de grande poder, ordenando que o menino renunciasse à sua fé em Śrī Viṣṇu e se prostrasse a seus pés. Este, inabalável, reafirma decididamente sua devoção, explicando que não temia o demônio, pois Śrī Viṣṇu já o havia protegido inúmeras vezes. Disse que, inclusive, o mesmo era onipresente e que estava ali, naquele momento, para protegê-lo uma vez mais.
Hiraṇyakaśipu não compreende a afirmação de Prahlāda e aponta para uma pilastra, questionando, incredulamente, se ali também se encontrava Aquele que tudo permeia (Śrī Viṣṇu). O menino responde afirmativamente e, então tomado pela ira, o asura quebra a estrutura. Desta, materializa-se Śrī Nṛsiṃha.
Ao se deparar com Deus, encarnado em uma forma metade leão, metade homem, não criada por Śrī Brahmā, Hiraṇyakaśipu realizou sua desgraça. O combate foi deflagrado ao crepúsculo, que não se enquadra nem como dia, nem como noite.
 Rapidamente Śrī Nṛsiṃha surra o demônio até levá-lo para o meio de uma janela, que permite a ambos não estarem nem dentro e nem fora da residência. Assim, posiciona o asura sobre seu joelho e mirando o céu, já que esta não poderia ser morto nem no chão, nem no ar, nem voltado para nenhuma das quatro direções.
Finalmente, considerando que Hiraṇyakaśipu não poderia ser morto por nenhuma arma ou veneno, Śrī Nṛsiṃha o estripa com suas dilacerantes garras leoninas.
Por fim, Śrī Nṛsiṃha transforma-se em Śrī Viṣṇu e abençoa Prahlāda, coroando-o soberano do reino conquistado pelo pai-demônio.
Assim, a encarnação do Deus-Leão nos ensina o valor da verdadeira fé, aquela que transcende os desejos e perigos e ilusões do mundo material, e que é capaz de iluminar e firmar o coração dos homens no caminho do amor, até nas mais obscuras adversidades.
Sobre sua iconografia, de acordo com o Vihagendra Samhitā (4.17), Deus-Leão possui mais de setenta formas diferentes, das quais nove são destacadas:

1.     Ugra-Nṛsiṃha: o feroz, em sânscrito. É representado sentado, e pode estar dilacerando o corpo de Hiraṇyakaśipu sobre seu colo;


2.     Krodha-Nṛsiṃha: o irado, em uma mistura com Śrī Vārāha. Aparece com os dentes extrudidos, segurando a Mãe Terra entre seus dentes;


3.     Malola-Nṛsiṃha: “o amante da Deusa”, uma de suas formas mais calmas, representado com Śrī Lakṣmī em seu colo;


4.     Jvālā-Nṛsiṃha: “em chamas”. Similar à Ugra-Nṛsiṃha, porém dotado de oito braços, nos quais dois seguram o asura, dois dilaceram seu estômago, dois seguram os intestinos do mesmo como uma guirlanda e os dois remanescentes seguram śaṅkha (a concha) e cakra (o disco);


5.     Vārāha-Nṛsiṃha: representado ao lado de Śrī Vārāha, em um híbrido com aspecto abstrato.


6.     Bhārgava-Nṛsiṃha: similar à Ugra-Nṛsiṃha, concedeu uma importante bênção à Śrī Paraśurāma, a quinta encarnação de Śrī Viṣṇu;


7.     Karanja-Nṛsiṃha: referente a um passatempo de Śrī Hanumān, que executou um sacrifício sob uma árvore Karanja para obter uma visão mística do Senhor Rāma, a sexta encarnação de Śrī Viṣṇu. Possui um arco e detalhes humanos em seu rosto;


8.     Yogānanda-Nṛsiṃha: retratado em postura ióguica, remete aos ensinamentos referentes à meditação passados para Prahlāda;


9.     Pāvana-Nṛsiṃha: o purificador, encontra-se sentado com śaṅkha (a concha) e cakra (o disco).


Invocações Mântricas
श्रीनृसिंह महामन्त्र

śrī nṛsiṁha mahāmantra
औं उग्रं वीरं महाविष्णुं
ज्वालान्तं सर्वतो मुखम् 
।
नृसिंहं भीषनं भद्रं
मृत्युर् मृत्युं नमाम्यहम् 
॥
auṃ ugraṃ vīraṃ mahāviṣṇuṃ
jvālāntaṃ sarvato mukham 
।
nṛsiṃhaṃ bhīṣaṇaṃ bhadraṃ
mṛtyur-mṛtyuṃ namāmyaham 
॥
Reverencio-me à furiosa e mais intrépida personalidade daquele que tudo permeia, cujo fogo e o calor estão por toda parte, o Homem-leão, que é terrível e auspicioso, a morte da própria morte.

श्रीनृसिंह प्रणाम
śrī nṛsiṁha praṇāma – mantra de reverência à Śrī Nṛsiṃha

नमस्ते नरसिंहाय ।
प्रह्लादह्लाददायिने ॥
हिरण्यकशिपोर् वक्षः ।
शिलाटङ्क नखालये ॥

namaste narasiṁhāya ।
prahlādahlādadāyine ॥
hiraṇyakaśipor vakṣaḥ ।
śilāṭaṅka nakhālaye ॥

इतो नृसिंहः परतो नृसिंहो ।
यतो यतो यामि ततो नृसिंहः ॥
बहिर् नृसिंहो हृदये नृसिंहो ।
नृसिंहं आदिं शरणं प्रपद्ये ॥

ito nṛsiṃhaḥ parato nṛsiṃho ।
yato yato yāmi tato nṛsiṃhaḥ ॥
bahir nṛsiṁho hṛdaye nṛsiṃho ।
nṛsiṁhaṃ ādiṃ śaraṇaṃ prapadye ॥

तव करकमलवरे नखम् अद्भुतश्र्ङ्गं ।
दलितहिरण्यकशिपुतनुभृङ्गम् ।
केशव धृतनरहरिरूप जय जगदिश हरे ॥

tava karakamalavare nakham adbhutaśrṅgaṃ ।
dalita-hiraṇyakaśipu-tanu-bhṛṅgam ।
keśava dhṛtanaraharirūpa jaya jagadiśa hare ॥

जय नृसिंहदेव जय नृसिंहदेव
जय नृसिंहदेव जय नृसिंहदेव ।
जय प्रह्लादमहरज जय प्रह्लादमहरज
जय प्रह्लादमहरज जय प्रह्लादमहरज ॥

jaya nṛsiṃhadeva jaya nṛsiṃhadeva
jaya nṛsiṃhadeva jaya nṛsiṃhadeva ।
jaya prahlāda mahārāja  jaya prahlāda mahārāja
jaya prahlāda mahārāja  jaya prahlāda mahārāja ॥


“Reverencio-me ao Senhor Nṛsiṁha, que abençoa Prahlāda e cujas garras são cinzéis sobre pedra, no peito de Hiraṇyakaśipu.
O Senhor Nṛsiṁha está em todo lugar, onde quer que se vá. Está dentro e fora do coração. Rendo-me ao Senhor Nṛsiṁha, a origem de todas as coisas e o Refúgio Supremo.
Ó, Keśava (aquele que tem longos cabelos, ou uma juba), Senhor do Universo. Todas as Glórias, Ó Hari, Aquele que assumiu a forma metade homem, metade leão. Como se pode facilmente esmagar uma vespa nas mãos, o corpo de Hiraṇyakaśipu foi dilacerado por suas afiadas garras em suas belas mãos de lótus.
Todas as Glórias ao Senhor Nṛsiṁha
Todas as Glórias ao Senhor Prahlāda Mahārāja”.

श्रीनृसिंह गायत्री
śrī nṛsiṃha gāyatrī – mantra de invocação da Deidade

ॐ वज्रनखाय विद्महे
तिक्ष्णदंष्ट्राय धीमहि ।
तन्नो नारसिंहः प्रचोदयात् ॥

auṃ vajra-nakhāya vidmahe
tikṣṇa-daṃṣṭrāya dhīmahi ।
tanno nṛsiṃhaḥ pracodayāt ॥

“Meditamos no naquele cujas garras são como raios, contemplamos aquele cujas presas são muito afiadas.
Reverenciamo-nos ao homem-leão, para que nos ilumine com sabedoria”.

श्रीनृसिंह बीजगयत्रि

śrī nṛsiṃha bījamantra – manta de repetição que contém o fonema seminal da Deidade
॥ॐ क्ष्रौं नारसिंहाय नमः॥
॥ auṃ kṣraum nārasiṃhāya namaḥ ॥

“Reverencio-me ao homem-leão”.

- Sobre o bīja kṣraum: é um som seminal do Deus-leão, cuja força reside invoca a superação do medo diante das situações mais obscuras, como também a liberação de energia reprimida e a destruição de poderes demoníacos.



Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à Śrī Śrī 
Nṛsiṁhadeva!

Minhas mais humildes, sinceras e profundas reverências,

Yuri D. Wolf.
सङ्कटमोचन

Satsaṅga à Śrī Nṛsiṁhadeva


Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à Śrī Mahādeva!
Todas as Glórias à Śrī Bhagavān!
Todas as Glórias à Śrī Śakti Devī!
Todas as Glórias à Śrī Śrī Nṛsiṁhadeva!

No mês de maio, no Templo Polimata, celebraremos a grandiosa Nṛsiṃha Caturdaśī em nossos Satsaṅgas. Trata-se do advento (aparecimento) de Śrī Nārasiṃha, o venerável matador de demônios.

Śrī Nṛsiṃha (श्रीनृसिंह, em sânscrito, onde nṛ/nāra = homem; siṃha = leão), é a quarta encarnação de Śrī Viṣṇu, e personifica a Ira Divina. É conhecido como o grande protetor dos devotos de coração puro dentro do caminho transcendental vaiṣṇava.


PROGRAMAÇÃO E INSCRIÇÕES:
https://www.facebook.com/events/797930597250393/
https://www.ordempolimata.com.br/events/satsanga-a-sri-nrsimhadeva-jundiai?fbclid=IwAR2ji5qD3AP0Gt6LkfeL6mXG2cW2cIFq25QS-fwsX5oZTTfPr1yAEuJKS1w

segunda-feira, 13 de maio de 2019

RODA DOS ANIMAIS DE PODER


RODA DOS ANIMAIS DE PODER
Templo Polimata Jundiaí

Todos nós possuímos os Totens xamânicos, conhecidos como Animais de Poder, Aliados ou Guardiões, que se manifestam como nosso instinto animal. Os xamãs relacionam esses animais ao nosso espírito e à nossa jornada, enquanto almas espirituais, realizando uma experiência corpórea neste plano.

Neste encontro, prestigiaremos a força da onça.
Considerada a grande rainha da floresta pelos povos da Amazônia, é um animal extremamente respeitado, tanto no reino físico quanto no mundo espiritual. Por onde passa vai abrindo e criando seus próprios caminhos, integrando a sutileza e a força em seu sagrado caminhar.

Quando caça é paciente e objetiva, nunca se afoba ou desespera-se, pois permanece em constante conexão com o poder. Quando invocada nos aspectos de limpeza e proteção, defende aqueles que por ela são guardados como seus próprios filhos, e não hesita em usar sua agressividade no momento necessário, bem como sabe permanecer silenciosa e serena enquanto traça seus passos e seu caminhar por todo o seu reino.

É tida por muitos pajés como um dos principais animais relacionados à cura, professora e detentora de um profundo conhecimento no plano espiritual, trazendo também o aspecto da ativação do grande poder pessoal do curador para que seu objetivo possa ser realizado.
Como todos os felinos tem a ligação com o aspecto da ação que possibilita a realização dos objetivos, carrega em si os princípios da autonomia e independência, coragem, astucia e direcionamento.

Por tudo isso é visto em diversas culturas indígenas por todo o continente americano como um ser divino, reconhecido e reverenciado, por representar grandes potencias divinas contidas dentro de nós, integrando e equilibrando em si as contradições, como a calma e a agressividade, a inteligência e a ação, o poder e a discrição, a força e sutileza.

Um convite para um estudo sobre esse totem dentro das tradições da floresta amazônica, estabelecendo os aspectos de proteção dentro dos espaços exteriores e interiores, bem como buscar o despertar das virtudes, regenerando e curando o poder pessoal contido dentro de nós.

PROGRAMAÇÃO E INSCRIÇÕES:

https://www.facebook.com/events/821626478196154/?active_tab=about
https://www.ordempolimata.com.br/events/roda-dos-animais-de-poder-jundiai-maio?fbclid=IwAR2c4Psw3hNh6HKsIvCiP5-dscBQTozqMoStbzrjkUtXz4Xzk-cgMXRlDw4

RITUAL DE UNI


Ritual Xamânico com Ayahuasca
Templo Jundiaí

Os rituais xamânicos do Caminho Verde, também conhecidos em nosso Templo como Rituais de Uni, tem como base o xamanismo amazônico brasileiro, contando com a medicina do rapé, do kambô, da sananga e a bebida sagrada Uni (ayahuasca), conectando as curas e ensinamentos provenientes dos pajés (Arumuyás) de diversas tribos amazônicas.

Temos como base ritualística o conhecimento aprendido diretamente através da vivencia com as tribos, por meio de seus pajés e curadores. Sendo assim, a condução da nossa cerimonia é fundamentada dentro de quatro tradições ancestrais principais:
-Povo Noke kuin / Katukina-Povo Shanenawa-Povo Huni-Kuin / Kaxinawá-Povo Shawãdawa

Por isso convidamos aos buscadores para mergulhar nas profundezas espirituais da floresta, conectando as raízes de nossa própria natureza interior, reconhecendo a divindade contida nos mistérios que são revelados, através do conhecimento original da medicina.

Haux haux!

PROGRAMAÇÃO E INSCRIÇÕES:

https://www.facebook.com/events/355132011770109/
https://www.ordempolimata.com.br/events/ritual-de-uni-jundiai-maio?fbclid=IwAR0Lx23RYr_GzSxOGYlDrdzuJ29DpiBxyOL2P2-pOXvrUd8HlXLoHIUgqkw

segunda-feira, 6 de maio de 2019

OXUMARÉ


Dentro dos tronos divinos dos nossos sagrados orixás, Oxumaré polariza no lado negativo da linha do amor com Oxum. Isso não significa que exista algum motivo para apreensões porque, dentro das vibrações divinas, não existe negatividade no sentido em que a tememos. A palavra “negativo” aqui significa dissolução, esgotamento, transformação. Por esse motivo, a Cobra Arco Íris trabalha na irradiação da transmutação de tudo aquilo que não é amor, em suas diferentes manifestações.

Para entendermos o campo de atuação desse orixá, precisamos entender como funcionam as cores para nossa espécie. No plano em que nos encontramos, temos acesso a um número conhecido de vibrações referentes às cores, que são as sete manifestações da luz em forma de arco íris, chamadas de espectro visível. O espectro visível é faixa de frequências acessíveis oticamente por nós, quais sejam, as tonalidades contidas entre o vermelho, o laranja, o amarelo, o verde, o azul e o violeta. O branco é a mistura de todas as cores, sendo também a sétima cor a que se faz referência.



Como a conhecida imagem do prisma que o gera, a Luz divina original representada pelo branco se dissolve em diferentes ondas. Cada onda tem um comprimento e, quanto menor ele for, maior será essa frequência. Sabemos que a luz transporta energia pelo espaço e, quanto maior for sua frequência, mais energia ela carrega pois emite ondas com menores intervalos. Nesse sentido, temos que na ponta do espectro na qual a luz é violeta, existe a vibração de frequência mais alta (668-789 THz) e menor comprimento de onda (380-450 nm).



Por outro lado, a frequência mais baixa é a de luz vermelha, com 400-484 THz e comprimento de 620-750 nm. Abaixo dessa cor, temos as conhecidas ondas infravermelhas cujo olho humano já não alcança. Não por acaso, o animal que enxerga nessa vibração é a cobra. As cobras são capazes de reconhecer suas presas pelo calor que emanam e, portanto, diz-se que enxergam no escuro.

Oxumaré, sendo o orixá serpente, alcança, dessa forma, nossas vibrações mais baixas, aquelas que muitas vezes nós nem mesmo enxergamos, e as transforma em manifestações do Amor. Ele alcança frequências negativas que não estão disponíveis no nosso campo de percepção de forma consciente e realiza a transmutação dessa energia em nossas vidas, em nosso espírito.

Um campo de atuação bastante conhecido dessa divindade, por consequência, é a sexualidade. As lendas africanas dizem que Ele é metade do ano homem-cobra e metade do ano mulher. Isso ocorre porque ele tem o acesso mais direto a essa vibração, cuja cor é justamente a vermelha. Nosso chakra básico, situado na base da coluna – Muladhara – tem essa tonalidade e está relacionado também a esses desequilíbrios em que a sexualidade pode se manifestar. Oxumaré vem esgotar e transformar nossos desvios de ordem sexual mas não se resume somente a isso. Todos os problemas relacionados a esse chakra são fortemente equilibrados por sua atuação. Medos, questões de sobrevivência, traumas, necessidades básicas - tudo está em sua alçada.

Oxumaré é, portanto, um dos orixás com os campos mais amplos e significativos de serem trabalhados dentro do polimatismo. Todo buscador espiritual necessita de equilíbrio e do esgotamento das frequências que o afastam do amor de Deus, conhecido entre os orixás como nossa Mãe Oxum, seu polo positivo. Estando em sua polaridade negativa, ele transforma, transmuta e eleva aquilo que nos afasta das frequências mais altas que buscamos, alinhando nossos chakras e restaurando nossas vibrações desordenadas.

Arroboboi, Oxumaré!

Texto: Beatriz Mazzini

RITUAL DE ORIXÁS EM LOUVOR À OXUMARÉ


Saudando a ancestralidade africana, em um encontro de muita potencialidade para as profundezas do auto-conhecimento, da cura e elevação.

Perante a sagrada medicina da Ayahuasca, rumo aos portais celestiais de Aruanda, sob a luz do encantamento de nosso Orixá Oxumaré.

Todos convidados e muito bem vindos!

ARROBOBÔ!

PROGRAMAÇÃO E INSCRIÇÕES: